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[Sábado, Novembro 27, 2004]
O PODER DO ENTUSIASMO
A palavra entusiasmo é proveniente do Grego na composição de
Entu: Dentro de tu, e de Siasmu: Deus existente, ou seja, signifi-
ca em grego: "Ter Deus dentro de si".
Os gregos eram politeistas, acreditavam em vários Deuses. A
pessoa entusiasmada era aquela possuída por um dos Deuses e,
por causa disso, poderia transformar a natureza e fazer coisas
acontecerem.
Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes
de vencerem os desafios do cotidiano. Era preciso portanto,
viver entusiasmado, entusiasmar-se mais de uma vez por dia
por mais de uma situação. Sendo assim fica o entusiasmo bem
diferente do otimismo.
O otimismo significa simplesmente acreditar que alguma coisa
vai dar certo. Muitas vezes, até torcer para que ela dê certo.
Por isso muita gente confunde otimismo com entusiasmo. No
mundo de hoje, na sua vida, o que precisamos mesmo é estar
entusiasmados, de termos por perto amigos, parentes e cole-
gas entusiasmados.
A pessoa entusiasmada é aquela que acredita em si e em suas
próprias atitudes. Acredita que é capaz de entusiasmar seus
semelhantes.
Somente o entusiamo pode aproximar você de seus objetivos
e das metas de sua vida. É preciso acreditar em você, acredi-
tar na sua capacidade de vencer, de construir o próprio su-
cesso, de transformar seus objetivos em realidade.
Abandone o negativismo, deixe de lado a descrença, man-
tenha sempre à mão o otimismo, mas acima de tudo entusi-
asme-se.
Seja entusiasmado com a sua vida, seja muito entusiasmado
com você.
Entusiasme todos que se envolverem com você e com seus
ideais. O entusiasmo levará você e todos que, juntamente
acreditarem e entusiasmarem-se a este ideal: A alegria do
sucesso na vitória de nossas de nossas crenças.
Este é o fruto do entusiasmo.
**FALE COMIGO**:

* por Dri Catatau * 10:51 AM
[Sexta-feira, Novembro 26, 2004]
CAIU NA REDE É ACESSO DISCADO
Primeiro, você começa a tentar fazer uma conexão e não consegue,
aí lê aquela mensagem que diz algo como "Este problema é o 678".
Como é que nós, os leigos, vamos saber qual é toda a explicação
que se esconde atrás desta frase "cabalística"? Mas já entendemos
que no mínimo teremos mais uma oportunidade para clicar em
"discar". Enquanto isso,é possível fazer várias coisas: organizar os
livros da prateleira, apontar o lápis, alongar os braços.
Fico pensando, será que já tem um santo protetor para a causa dos
internautas sem banda larga? Porque se existir, coitado, ou ele fica
surdo, ou é melhor ter um computador com a tecnologia da Nasa
para gerenciar a quantidade de pedidos de socorro.
Uma vez que você esteja lá, escrevendo o fim do seu e-mail, ou no
meio do melhor bate-papo, você cai. E vem a pergunta idiota: "Dese-
ja trabalhar off-line?" Como eu vou conversar com alguém off-line?
Lá pela quinta queda, com mais gesso e muletas que pedestre atro-
pelado por caminhão, você está anexando os arquivos daquele e-
mail (que só levaria uns minutinhos e ainda não conseguiu enviar),
quando lê que foi detectado um problema. Você, então, aperta a
setinha verde virada para a esquerda para voltar para a página ante-
rior e qual não é a surpresa? A página não pode ser exibida! Será
que a cor da seta é verde para indicar esperança de que um dia
aquele e-mail será enviado?
Sim, a mensagem está lá: "seu e-mail foi enviado com sucesso",
mas incrivelmente você recebe o telefonema furioso do seu amigo
informando que você não enviou a sua parte do trabalho de grupo e
aí vem a pergunta: "Quais são as margens de interpretação para
"ser enviado com sucesso"?" Já montei minha teoria: ir ele vai,
agora chegar ninguém garante.
Outra coisa que deixa qualquer um estressado: fechar todas aque-
las irritantes janelas de propaganda. Será que existe algum ser
que lê aqueles anúncios toscos?
E é na rede que você descobre como tem tanta gente que pensa
igual a você. A saga começa quando se abre aquele formulário para
fazer uma conta de e-mail. Não importa se você tem o nome
"Petrolínea", "Ezervaldo", ou "Energúmeno", que certamente terá al-
guma informação em vermelho indicando que já existem milhares de
pessoas com este mesmo nome. Tudo bem, você então, parte para
qualquer coisa subjetiva ou imbecil, tipo "drieeumesma". Sim! Já e-
xiste. Ai, você pensa que o apelido pode ser um bom caminho e tes-
ta: Drica, Dric@, Driquinha e, para variar, já existem. Então, o jeito é,
cansada, aceitar ser a Drica2004.
Chamamos isso de diversão? Então tá!!!!
Drica (ex-acesso discador... futura speed) eheheheheheheeh

**FALE COMIGO**:

* por Dri Catatau * 10:39 AM
[Quinta-feira, Novembro 25, 2004]
VIVER NÃO DÓI
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas
que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por
termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia
por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os
filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos
de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e
paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos
de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar
confidenciando a ela nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela
euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro
está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil
aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais
sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos
e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o
desperdício da vida está no amor que não damos, nas
forças que não usamos, na prudência egoísta que nada
arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos
também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Drummond)
********************
Um dia você aprende que, não importa em quantos
pedaços o seu coraçao foi partido, o mundo não para,
pra que você o conserte.
(William Shakespeare)
***********************
Beijos
Drica
**FALE COMIGO**:

* por Dri Catatau * 11:26 AM
[Quarta-feira, Novembro 24, 2004]
ENTRE O REAL E O VIRTUAL
No outro dia, ouvi a seguinte frase: é mais fácil gostar de quem
está longe do que de quem está perto. Por um lado tem-se razão,
o convívio freqüente aumenta a propabilidade de você enxergar
os defeitos do outro, aumenta a probabilidade de atrito.
A proximidade, muitas vezes, também nos leva a não valorizar
as coisas, é aquela velha máxima, se é fácil demais, a gente não
dá valor. Quando a pessoa está longe, ela pode ser facilmente
idealizada, seus defeitos são rapidamente esquecidos e suas
qualidades exaltadas. É mais fácil gostar de quem está longe.
É mais fácil lembrarmos com carinho de quem não vemos com
freqüencia.
Aliás, a Internet provoca um fenômeno interessante, a gente
conhece e se interessa por pessoas com quem não temos con-
tato físico, só virtual. Mas a verdade é que só conhecemos o
lado que esta pessoa quer mostrar. Não dá para saber como as
pessoas são de verdade, se são alegres, se são tristes, se são
leves, se são densas.
Só conhecemos as facetas que nos são reveladas.
Quando convivemos com uma pessoa ao-vivo-e-a-cores, aca-
bamos conhecendo outros lados desta mesma pessoa, outras
facetas. Vemos que nem sempre ela é azul, às vezes, é cor-
de-rosa, outras vezes, cinza e assim por diante. Esta pessoa sai
do plano da idealização e entra para o plano dos reles mortais.
Passa a ter defeitos, qualidades, sonhos, expectativas, ansieda-
des, frustrações, coisas boas e outras nem tanto.
Isso não faz da pessoa nem pior nem melhor, faz dela humana.
Mas nem sempre estamos dispostos a lidar com o humano, com
o falível, com a não perfeição. Até porque as relações não são
feitas só de bons momentos, não são feitas só de aparecer quando
estamos a fim, como acontece no mundo virtual.
Eu mesma, adoro escrever no blog, mas se algum dia acordar e
não tiver vontade, basta não aparecer, alguns talvez fiquem decep-
cionados, mas vão entender que naquele dia não deu para aparecer
ou não quis dar a cara a tapa. É mais fácil não haver cobranças no
mundo virtual. É claro que este mundo também tem suas desvanta-
gens, mas muitas vezes é mais fácil, gostar, se identificar e se rela-
cionar com alguém virtual. Alguém que enxergamos como quere-
mos enxergar, alguém em quem muitas vezes projetamos valores
nossos, alguém que muitas vezes inventamos, só existe na nossa
cabeça, não é real.
O dia-a-dia desgasta as relações, mas temos que aprender a lidar
com isso. Temos que aprender a valorizar também quem está perto,
pois um dia, esta pessoa pode se afastar e, aí, pode ser muito tarde
para sentir saudades, pode ser muito tarde para dar valor, pode ser
muito tarde...
Beijinhos
Drica

**FALE COMIGO**:

* por Dri Catatau * 10:41 AM
[Terça-feira, Novembro 23, 2004]
ANSIEDADE, ESTE BICHINHO QUE ME DEVORA
Tem épocas que fico muito ansiosa. Pois é, estou atravessando
uma destas fases. Não importa o que está acontecendo a minha
volta, minha barriga não pára de conversar comigo, fico me corro-
endo toda por dentro.
Tenho vontade de comer todo e qualquer doce que pula na minha
frente, de preferência, chocolate. Quero ligar para 47 pessoas ao
mesmo tempo. Não tenho paciência para esperar.
Quando estou ansiosa, nada me acalma. Meditar ajuda um pouco,
fazer exercícios de relaxamento, ouvir música, ver TV, ler algo, na-
da surte efeito total. Tem um bichinho que passeia por todas as
partes do meu corpo, em geral, se concentra na barriga, mas tam-
bém anda pelos pés, pernas, braços, mãos, pescoço, cabeça. Faz
com que tudo fique vibrando. Apelidei ele de ansiedoso.
É como se não conseguisse deixar de sentir qualquer parte do cor-
po, como se tivesse consciência de cada célula. E todas elas que-
rem a mesma coisa, todas querem atenção, carinho, beijos, abra-
ços, alguém para conversar, apertar, morder, tudo.
O mundo congela, só consigo pensar em mim, no que eu quero, no
que não quero. Me torno o mais egoísta dos seres. É um horror!
Como combater este bichinho que invade o meu corpo?
Queria tanto ser uma pessoa tranqüila, calma, zen. Por que minha
cabecinha maluca não me permite ser assim? Por que sou tão ten-
sa, agitada? Fico com o corpo agitado por dentro e por fora, muita
energia física e cerebral.
Quero me acalmar! Como me acalmar?
Ansiedoso, sai deste corpo que não te pertence!
Ps.: Engraçado que essas crises vem sempre acompanhada de
uma rinite alérgica...
Talvez coisas de final de ano
Drica
 
**FALE COMIGO**:

* por Dri Catatau * 12:17 PM
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